Bíblia, o livro sagrado
Com a graça de Deus, daremos início a uma série de artigos dedicada à Bíblia, o livro sagrado do Cristianismo. Começaremos pela sua origem e formação, passaremos pelo Antigo Testamento e percorreremos seus livros históricos, poéticos e proféticos. Por fim, chegaremos ao Novo Testamento, contemplando os Evangelhos, as cartas apostólicas e o Livro da Revelação.
Este texto foi originalmente publicado no site do padre Alexander e posteriormente adaptado, a fim de preservar sua clareza e adequá-lo à linguagem atual.
Ao reverendíssimo padre e bispo, memória eterna.
Introdução
"Nós não sentimos necessidade de apoios e alianças, tendo em mãos, para nosso conforto, os livros sagrados" (1 Macabeus 12:9).
Assim escreveu Jônatas Macabeu ao rei de Esparta, em 154 a.C., em nome de toda a nação, da qual era chefe. Em suas palavras, já se apresentam o termo usual, o valor singular e o emprego prático da obra cuja versão apresentamos.
A expressão “os livros” corresponde, no texto grego, ao neutro plural tà biblía. Por meio do latim vulgar, em nossa língua formou-se o feminino singular: a Bíblia.
Outras designações aparecem com frequência nas próprias páginas bíblicas: a Escritura, as Escrituras, as Santas Escrituras e, mais raramente, as Sagradas Letras.
A Bíblia, portanto, não é um único livro, mas uma reunião de muitos livros, uma verdadeira biblioteca cuja unidade repousa sobre um argumento comum e uma origem sobre-humana.
É de "livros santos" que a Bíblia se compõe, porque dentro de sua grande variedade eles coincidem em tratar de religião, tendo um objetivo essencialmente religioso. Com mais razão ainda chamam-se "livros santos" ou "sagrados" porque, como ensina a fé, tanto judaica como cristã, não foram escritos por mero talento humano, mas sob a influência de inspiração divina especial.
É desta origem sobrenatural que a Bíblia recebe a sua dignidade de "livro por excelência" e o seu lugar único na vida dos povos que tiveram o primado na civilização. Ela é, com efeito, o fundamento e o alimento da fé para todos os povos cristãos, e nenhum outro livro no mundo pode ser a ela comparado, nem de longe, seja pelo número de tiragens de edições, quer manuscritas, quer impressas, seja pela influência sobre a vida individual e pública, sobre a literatura e as artes figurativas. Qualquer fiel sinceramente apegado à sua religião tem-na, por assim dizer, constantemente em mão, como Jônatas o apontava, para nela encontrar conforto em todas as vicissitudes da vida.
A divina autoria da Bíblia
Espalham-se pelo mundo milhões de livros exarados em todas as línguas cultas. As livrarias e as bibliotecas estão cheias de obras literárias que o espírito humano não cessa de escrever e de editar.
Já antes que fosse inventada a arte de gravar na matéria pensamentos e ideias, certas mentalidades mais aguçadas produziam lendas, narrativas, provérbios geralmente em forma poética e transmitiam a outros essas suas obras que eram divulgadas oralmente. Não poucas dessas obras lograram perpetuar-se na memória de muitas gerações até que afinal foram fixadas por escrito. Mas foi principalmente depois que os egípcios inventaram os seus hieróglifos e os sumérios a escritura cuneiforme que os livros começaram a multiplicar-se prodigiosamente.
Quem escreve, tira algo de si mesmo e grava nas linhas que traça. O livro encerra em si e manifesta a alma do autor. Desta forma, infelizmente, uma boa parte dos escritos humanos apresenta a triste senha da natureza corrompida dos mortais: o erro, delimitações mentais, desejos e planos egoístas e inconfessáveis...
Mas há também outros muitos livros que se avantajam incontestavelmente pela profunda erudição e pela admirável prudência de seus autores. São obras que de si irradiam esplendores da verdade e os mais sábios conselhos para uma vida melhor.
Entretanto, mesmo neste último caso, trata-se sempre de lucubrações de mentalidades humanas que dificilmente conseguem desvencilhar-se um pouco das trevas que as envolvem.
Um único livro distingue-se de todos os outros pela autoria divina que reivindica para si: a Bíblia sagrada.
Desde cerca de mil e quinhentos anos antes de Cristo, os judeus da Antiguidade e, depois deles, os cristãos aceitaram e proclamaram esta verdade: as Sagradas Escrituras procedem do próprio Deus.
Os ateus e os deístas, que negam a intervenção de Deus na história humana, recebem esse testemunho com desprezo ou rejeição absoluta. Para eles, a Bíblia seria uma obra puramente humana, talvez venerável por sua antiguidade, mas nascida daquilo que julgam ser a estreita mentalidade judaica.
Felizes, porém, os que possuem a graça da fé!
Estes admitem e professam a divina autoria da Bíblia como um artigo do conteúdo da revelação. Sabem perfeitamente que foram homens que escreveram os vários livros de que ela se compõe, mas afirmam com absoluta certeza que esses mesmos homens, os chamados hagiógrafos pela graça da inspiração que receberam, eram simples instrumentos humanos nas mãos de Deus.
Eis o que passamos a expor!
O Livro mais lido
Livro divino, já por este título a Bíblia deve ser considerada como o Livro-Rei entre todos os livros. Mas a primazia lhe toca também se atendermos à sua origem e à sua evolução pelo mundo através dos séculos.
Não foi em um ano nem em um século que a Bíblia foi escrita. Desde Moisés, o seu primeiro autor, até São João Evangelista decorreu um espaço de um milênio e meio. Com incrível tenacidade, os hagiógrafos foram escrevendo as suas páginas muitas vezes nas circunstâncias mais penosas.
A princípio, os seus primeiros livros permaneceram dentro dos acanhados limites da Palestina. Escritos em hebraico eram acessíveis apenas aos poucos milhões de judeus que dominavam essa região de terra entre o mar Mediterrâneo e o Jordão.
Mas o seu destino era abarcar o mundo inteiro. Já cerca de duzentos anos antes de Cristo, apareceu no Egito a primeira tradução do Livro para a língua grega falada em toda a parte, a chamada Koiné. A Bíblia estava agora aberta aos olhos de todos os povos do mundo então conhecido.
Foi desse grego vulgar que a providência se serviu para a divulgação da sua Palavra. Para essa língua foram vertidos, nos séculos seguintes, os outros livros da Antiga Lei inspirados pouco antes da era cristã. Os autores dos dois livros, o Segundo dos Macabeus e a Sabedoria, embora judeus de origem, já se utilizaram mesmo do grego para escreverem as suas obras.
Os autores do Segundo Livro dos Macabeus e do Livro da Sabedoria, embora judeus de origem, utilizaram diretamente o grego para escrever suas obras.
Quanto ao Novo Testamento, seus livros foram transmitidos em grego, embora antigos testemunhos afirmem que o Evangelho segundo São Mateus tenha possuído uma primeira redação em língua aramaica.
Os judeus e os cristãos não permaneceram na Palestina. Espalharam-se pelos diversos países do mundo e levaram consigo seu Livro Sagrado. Seus milhões de fiéis, sobretudo os cristãos, passaram a ler e a estudar com dedicação as páginas sagradas.
Embora muitos conhecessem o grego, desejaram possuir a Bíblia em suas próprias línguas. Surgiram, assim, as traduções siríacas e latinas: a chamada Peshitta, em siríaco, e as antigas versões ítalas, em latim.
Estas últimas foram posteriormente seguidas pela tradução denominada Vulgata, ligada sobretudo à obra de São Jerônimo e preservada até os tempos modernos.
Desde a Idade Média, os numerosos povos europeus que já mal compreendiam o latim começaram a sentir a necessidade de ler a Bíblia em suas línguas maternas. Não tardaram a surgir traduções realizadas a partir dos textos latinos. Desde então até os nossos dias, multiplicaram-se as versões da Bíblia para as mais diversas línguas e dialetos. Por isso, as Sagradas Escrituras tornaram-se o Livro mais vezes traduzido.
Igualmente, ela tem sido o livro mais editado do mundo. Na antiguidade, antes que se conhecesse a arte tipográfica, milhares de pessoas davam-se ao trabalho de copiá-las cuidadosamente. Ainda hoje existem nas bibliotecas e museus da Europa mais de mil e quinhentos manuscritos em grego e em latim. Depois de Gutenberg, não tem número as edições que em todas as nações se vão sucedendo anualmente umas às outras.
A ação destruidora dos tempos consumiu a grande maioria das obras literárias antigas, mas a Bíblia vem-lhe resistindo tenazmente. Ainda hoje cerca da metade dos homens, ou seja, um bilhão de pessoas a leem e meditam com assiduidade e profundo respeito. As suas páginas sagradas continuam espargindo luz e conforto no meio da tremenda confusão dos dias atuais.
As comunicações divinas em geral
A Bíblia é um livro de fé. Os seus autores humanos e os seus leitores são homens de vivas convicções religiosas que creem na existência de um Deus pessoal e nas comunicações que Ele prodigaliza às suas criaturas humanas enquanto vivem na terra.
Quem não pode elevar-se às alturas da fé, fechando-se nas suas concepções materialistas do universo, debalde o tomará em suas mãos. Falta-lhe a predisposição necessária para a sua compreensão. É essa virtude infusa da fé que nos introduz nos arcanos da Providência divina que, dando ao homem uma finalidade sobrenatural, com Ele se comunica para que mais facilmente a consiga.
Dentre as comunicações divinas distinguem-se as revelações em geral e a inspiração para escrever com a qual nos ocupamos mais de perto. Quanto às primeiras, escreve São Paulo aos Hebreus (1:1): "Outrora Deus falou muitas vezes e de muitos modos aos pais pelos profetas; ultimamente falou-nos pelo seu Filho." Com efeito, a própria Bíblia menciona não poucas revelações com as quais Deus agraciou determinadas pessoas, nomeadamente os patriarcas Abraão e Jacó, bem como os muitos profetas da Antiga Lei.
Essas comunicações divinas consistiam, para aqueles que as recebiam, em percepções pessoais e fenômenos interiores que, exceto em casos extraordinários, não podiam ser observados por outras pessoas.
Por vezes, Deus parece ter assumido uma forma humana para revelar-se aos homens, como quando se manifestou a Adão no Paraíso (Gen. 3:8) ou apareceu a Abraão. (Gen. 19:1)
Em outras ocasiões, agiu por sua graça sobre os sentidos ou sobre a imaginação daqueles que havia escolhido, fazendo-os ver ou ouvir aquilo que desejava comunicar-lhes.
Também é possível que, a certos profetas, Deus tenha-se revelado por meio de uma profunda convicção interior de que recebiam uma mensagem divina. Provavelmente era isso que acontecia quando declaravam em seus oráculos: “Assim diz o Senhor”
A autenticidade dessas revelações era testemunhada pela personalidade extraordinária dos videntes. Em outros casos, milagres, prodígios e o cumprimento das profecias confirmavam sua missão diante dos que os cercavam.
A inspiração Bíblica
A inspiração para se ter escrito os livros da Bíblia se deve ao fato de que uma comunicação divina especialissíma foi concedida aos homens.
Trata-se de um maravilhoso dom da Sabedoria e da Providência de Deus que por esse meio quer se comunicar diretamente não só com alguns poucos eleitos seus, como eram os profetas, mas com todos aqueles que têm fé e procuram por Ele em seus anseios da salvação.
O conceito da inspiração bíblica aparece-nos perfeitamente esclarecido tanto na própria Bíblia, como na tradição e nas declarações autenticas da Igreja. Nos livros sagrados não são muitos os trechos que se referem à sua origem divina. Mas os dois seguintes versículos são suficientes para iniciar-nos na sua íntima natureza.
O primeiro encontra-se na Segunda Epístola a Timóteo:
“Toda a Escritura é divinamente inspirada” (2 Tim 3:16).
É importante observar que o termo grego original, theópneustos, formado por theós, Deus, e pnéō, soprar, possui um sentido profundamente expressivo: algo soprado ou inspirado por Deus.
Para o Apóstolo, os Livros Sagrados são formados e preenchidos pelo Espírito de Deus, de maneira semelhante ao vidro que, ao sair da fornalha, infla-se como um balão pelo sopro que lhe é comunicado.
O segundo texto lê em 2 Pedro 1:20-21. Escreve São Pedro:
"não foi pela vontade de algum homem que as profecias foram feitas; e sim pelo Espírito Santo foi que os homens de Deus falaram.” (2 Pd 1:21).
Esta frase do Príncipe dos Apóstolos aparece-nos em conjunto com as suas reminiscências da visão do Tabor. Para ele a "palavra profética" ou todo o Antigo Testamento era um documento divino ainda mais "firme" da verdade que ele pregava do que os acontecimentos da "montanha santa."
Com base nessas passagens bíblicas, os escritores eclesiásticos que testemunham a Tradição atribuíram unanimemente os Livros Sagrados ao próprio Deus.
Os hagiógrafos foram instrumentos em suas mãos, semelhantes à flauta ou à lira das quais um artista extrai melodias e acordes.
Segundo essa definição, a inspiração pode ser considerada sob três aspectos: em Deus, que é seu autor; no homem, que a recebe; e no Livro, que constitui seu resultado.
Em Deus, ela é chamada inspiração ativa; no homem, inspiração passiva; e no Livro, inspiração considerada em seu termo.
Considerada em Deus, a inspiração é uma operação comum às três Pessoas divinas, embora atribuída especialmente ao Espírito Santo.
Essa ação divina é realizada em um agente dotado de inteligência e liberdade. O homem não possui direito algum a esse auxílio. O dom da inspiração é inteiramente gratuito e, conforme a linguagem teológica, constitui uma graça concedida para o bem comum.
Ela não tem por finalidade direta a santificação daquele que a recebe, mas o benefício de todos.
É uma graça eficaz, que move aquele que a recebe a seguir seu impulso sem destruir sua liberdade. Possui também caráter transitório, permanecendo enquanto se realiza a obra inspirada.
Considerada no hagiógrafo, a graça da inspiração produz três efeitos: ilumina a inteligência, move a vontade e assiste o homem durante toda a composição do Livro.
Ao iluminar a mente do hagiógrafo, Deus nem sempre lhe revela diretamente os pensamentos e as ideias que deverão fazer parte da obra.
A matéria a ser escrita pode ser adquirida mediante um esforço natural, como se depreende dos prólogos do Eclesiástico e do Evangelho segundo São Lucas. Mesmo nesses casos, porém, a assistência divina guia e esclarece o autor.
Nada impede, por outro lado, que em determinadas ocasiões Deus tenha manifestado ao hagiógrafo, mediante revelação especial, aquilo que desejava que fosse escrito, como certamente ocorreu quando os profetas registraram seus oráculos. Nesses casos, revelação e inspiração coincidiam.
Pela iluminação divina a mente do hagiógrafo percebe melhor a verdade e o laço que liga várias verdades e consegue formar um juízo ainda mais seguro sobre pontos que já conhecia por uma particular penetração, uma clareza e uma certeza que entregue a si mesmo dificilmente chegaria a ter.
Seus juízos tornam-se, assim, infalíveis.
Entretanto sob a influência desta iluminação, o hagiógrafo não se torna meramente passivo. Ele é sempre um instrumento humano. As idéias são moldadas à sua inteligência e expressas de acordo com o seu estilo próprio, como veremos adiante.
A graça da inspiração move a vontade do hagiógrafo e a determina a escrever. Por esse impulso, Deus toma para si a iniciativa da obra e eleva sobrenaturalmente a ação do escritor sagrado. Uma simples sugestão moral não seria suficiente para que Deus fosse realmente o autor principal do Livro inspirado; nesse caso, Ele apenas o teria aconselhado a escrever.
Por fim a mesma graça que ilumina a inteligência e move a vontade do hagiógrafo, presta-lhe contínua assistência durante a elaboração do Livro pra que ele exprima de um modo fiel, embora particular seu, os conceitos formados na sua mente.
Considerada no Livro escrito, a inspiração torna-o a autêntica Palavra de Deus, com todas as consequências que daí decorrem. É uma Palavra infalível, pela qual Deus se comunica diretamente com os leitores que creem e que, pela leitura, elevam-se até Ele.
A atuação dos hagiógrafos
Sob o impulso da graça da inspiração, o autor humano põe-se a escrever perfeitamente consciente da parte ativa que lhe cabe na elaboração da obra.
Poderíamos perguntar se ele teve sempre consciência de estar sendo inspirado por Deus.
A resposta parece ser negativa.
A inspiração consiste em uma ação do Espírito Santo e, em geral, nem sequer percebemos em nós mesmos o auxílio contínuo da graça divina.
Entretanto, lendo os profetas, como Moisés e São João no apocalipse, temos a impressão de que esses homens de Deus tinham uma clara noção de estarem falando em nome de Deus.
Em todo caso, sua contribuição para o Livro inspirado foi a de um instrumento, mas de um instrumento verdadeiramente humano.
Deus não ditou ao hagiógrafo o que este devia escrever. Vejamos uma comparação. Para escrever tomo um lápis na mão. Ora quem é que escreve: Eu ou o lápis? Naturalmente o lápis segue apenas o impulso que minha mão lhe dá. O lápis por si não se movimenta, mas também a mão sem ele não pode traçar as letras. A mão é a responsável pela verdade expressa; o lápis influencia apenas na formação da escrita com a sua cor e propriedades.
Algo semelhante acontece na inspiração bíblica.
Deus concede o impulso para escrever e, portanto, é o Autor principal e responsável. O hagiógrafo, por sua vez, contribui com sua linguagem, suas expressões e seu estilo próprio.
Ao falar-nos por meio de Isaías, Deus serviu-se do estilo sublime e grandioso daquele grande poeta. Nos oráculos de Amós, pastor de Técua, expressou-se por meio da linguagem simples e vigorosa de um homem de pouca cultura literária.
A Sabedoria divina quis comunicar-se com os homens de maneira verdadeiramente humana. Condescendeu em falar-nos por meio de uma linguagem familiar e compreensível. São João Crisóstomo exalta essa admirável condescendência divina, que se manifesta em toda a Bíblia.
Com efeito, encontramos nos vários Livros inspirados uma enorme diversidade de gêneros literários: prosa e poesia, textos simples e quase infantis, tratados complexos e profundos, assim como narrativas acessíveis a qualquer pessoa.
Escreveram os monges de Maredsous: "Folheai a vossa Bíblia e encontrareis":
- livros históricos e verdadeiras crônicas, como os Livros dos Reis;
- coleções de leis, como o Êxodo e o Levítico;
- poesias religiosas e cânticos litúrgicos, como os Salmos;
- narrativas de caráter literário, como Tobias, Ester e Judite;
- diálogos, como no Livro de Jó;
- reflexões filosóficas, como nos Livros Sapienciais;
- cânticos de amor, como no Cântico dos Cânticos;
- poemas éticos e patrióticos, como a história de Sansão;
- oráculos proféticos, como em Isaías e nos demais profetas;
- livros históricos e doutrinais, como os Evangelhos;
- escritos ascéticos e tratados de espiritualidade cristã, como as Epístolas dos Apóstolos;
- e, por fim, o estilo apocalíptico, que encerra a Bíblia como uma chave de ouro nas visões de São João.
Temos diante de nós uma biblioteca inteira!
É sempre o mesmo Deus quem fala, mas sua Palavra resplandece através do estilo particular de cada autor por Ele inspirado.